Depois de muito tempo, eis que começa aqui a minha estreia no mundo dos blogs. A ideia é a registrar as (boas) histórias que estão presentes em nosso dia-a-dia. E que, por conta da demasiada correria a que estamos submetidos, acabamos, por vezes, não dando o devido valor.
Como início, julgo pertinente passar aos leitores (espero que hajam!) um perfil, ainda que não necessariamente em ordem cronológica, deste autor. Pois bem, tudo começou em maio de 1973, sob o signo de Gêmeos e ascendência em Áries. No horóscopo chinês, faço parte dos representantes nascidos sob a égide do boi.
Sou descendente de japoneses – na verdade, neto, ou o que se costuma dizer, na língua natal dos meus ancestrais, um genuíno sansei (descendente da terceira geração). Filho único, tive uma educação razoavelmente rígida. Não domino o idioma oriental, mas por incrível que pareça, compreendo algumas coisas. Freud explica, quem sabe... O fato é que isso é decorrência da (pouca) convivência que tive com minha avó materna, que sempre se comunicava em japonês, embora ela entendesse o que nós, netos, falávamos em português.
Minha mãe sempre teve, como lema, colocar em primeiro plano a minha educação e os cuidados com a casa e o meu pai. Lembro-me ainda criança que ela era do tipo que preparava, religiosamente, todas as manhãs, a marmita do marido e, à noite, fazia questão de esquentar o jantar de papai. Minha mãe trabalhou com costura – chegou, inclusive, a trabalhar em oficinas de costura, o que acabou sendo interrompido por um motivo peculiar que pretendo abordar em outra ocasião.
Meu pai é contador. Ele se formou em Ciências Contábeis, já com um filho pequeno para criar. Trabalhava em um escritório de contabilidade, cujo dono viria a ser, posteriormente, meu padrinho – o sr. Osvaldo da Silva. Aliás, daí o origem do meu segundo nome (Osvaldo). Por sinal, eu e meu pai nos chamamos Jamir, e esta escolha se deve totalmente ao meu avô.
Em matéria de esporte, papai é corintiano, daqueles típicos. Eu, por outro lado, torço pelo São Paulo. Recentemente, meu pai, que há tempos gosta de caminhar e, principalmente, correr na pista de cooper do clube, passou a participar de competições. Isso fez com que ele, que sempre procurava fugir de qualquer tipo de consulta médica, passasse a tomar um cuidado melhor com a sua saúde, fazendo exames periódicos. O que foi muito bom para quem sempre gostou de comer muita carne vermelha, preferencialmente as mais gordurosas e muito mal passadas.
Passei minha infância, adolescência e parte considerável da minha vida adulta no seio de uma típica família de classe média. Carro (um velho fusca azul, todo reformado e, ironia, também de 1973) fomos ter quando eu já estava com meus 12 anos – ocasião em que meu pai tirou carteira de habilitação.
Nasci no Cambuci. Ficamos um tempo ali, alternando-se com os cuidados de meus avós paternos e dos meus pais – que na época trabalhavam fora. De lá fomos para a Lapa. Da Lapa (ocasião em que mudamos por duas vezes de endereço) para Santo Amaro, onde passei cerca de 24 anos. De lá, fui para a Praça da Árvore – ocasião em fiquei hospedado na casa de um grande amigo, jornalista, por cerca de um mês. E daí para o apartamento, alugado, na zona oeste de São Paulo, bem próximo à região central, onde me encontro até hoje.
Estou solteiro. Nunca fui muito de namorar, mais por conta, talvez, de falta de amor próprio e por ter uma tremenda timidez. Cresci sob forte influência da minha mãe. Estudei em escola pública e particular. Fiz cursinho pré-vestibular e me formei em Jornalismo pela PUC-SP. Anos mais tarde, passei na USP, em História, porém acabei largando o curso após um semestre. Depois de mais alguns anos, consegui concluir uma pós-graduação na USP, em Gestão de Processos Comunicacionais, na ECA. Nessa ocasião, ganhei uma bolsa integral por ter obtido o primeiro lugar no processo seletivo.
Eis um grande, resumo, da minha trajetória que pretendo retomar em outros momentos, quando julgar necessário. Lembro que a razão do blog, como disse anteriormente, é o de tentar registrar as histórias que estão ao nosso alcance. Histórias de vida, de amor, de raiva, de erros e acertos, de paixões, das nossas mazelas e alegrias, de pequenas e grandes traições... enfim, a história dos vários Joões, Josés e Marias que existem ao nosso redor. Talvez isso seja um pouco de vício (ou quiçá paixão) de jornalista, que sempre está à procura de boas histórias e de bons personagens. Dentro do possível, os relatos serão verídicos. Se for o caso, os nomes das personagens poderão ser trocados, para evitar eventuais constrangimentos. Enfim, aqui está o início desse blog . Eis, aqui, senhores e senhoritas, o colecionador de histórias.

Caríssimo..
ResponderExcluirParabéns. Como leitor de blogs fiquei muito feliz. Com certeza acompanharei estas histórias que, a qualquer momento, posso aparecer.... Aproveito para dizer que muito me emocionou a sua linda história de vida. Mas, o momento culminante, feliz, apaixonante, foi saber que seu pai é Corinthiano. Maravilhoso Jamir!!! Aproveitop para informar que a alguns dias, coincidentemente, também lancei meu blog. Óbvio que não é tão bonito e com este texto maravilhoso como o seu blog. Mas, é feito com muita paixão. O tema: esporte. Com muito futebol, Corinthians e tentando falar um pouco dos outros esportes também. Passa lá Jamir.
http://lc.moraes.blog.uol.com.br/
Forte abraço.
Luiz Moraes
Querido Jamir,
ResponderExcluirEu sempre soube: és um grande escritor. E agora, um blogueiro de primeira.
Viajei no tempo, voltei à infância.
Aguardo mais histórias!
Beijos,
Silvana Leodoro
Jamir, já começou sua carreira de blogueiro em alto estilo. Parabéns.
ResponderExcluirAbraços, Marcus Vinicius.